| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Strigiformes |
| Família: | Strigidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | M. usta |
A corujinha-relógio é uma ave strigiforme da família Strigidae.
Seu nome científico significa: do (grego) megas = grande, e de scops = gênero Scops (Brünnich, 1772), coruja - referência a um gênero de corujas do Velho Mundo, geralmente orelhudas; do (latim) usta = cinábrio, vermelho queimado. ⇒ Grande coruja Scops (de cor) vermelho queimado.
Mede de 23 a 24 cm de comprimento e pesa de 115 a 141 gramas. Íris castanha, peito claro com rajados escuros e verticais sobre finas listras transversais. Dorso marrom escuro. Face com “bigodes” bem destacados próximo ao bico. Apresenta tufos de penas no alto da cabeça.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies)
Separada de M. watsonii com base em diferenças de vocalização, embora a maioria dos autores considerem que ambas constituem uma mesma espécie.
Principalmente insetos e outros artrópodes, mas provavelmente também vertebrados.
Postura registrada em cavides de árvores mortas, inclusive palmeiras. Sua biologia reprodutiva ainda é pouco conhecida
Noturna, eventualmente começa a cantar no início do crepúsculo, semelhante a corujinha-das-guianas (Megascops watsonii) e outras aves do mesmo Gênero.
Habita mata tropical de baixada, matas de encosta, floresta aberta ou aluvial de bambus e/ou palmeiras. Normalmente uma espécie de interior de mata, vivendo em níveis mais baixos de vegetação na mata primária ou mata secundária. No cerrado, pode ser encontrada em enclaves de hábitats de florestas.
Voz: Vocaliza um distinto “uoo-uoo-uoo-uoo…” em série de notas curtas igualmente espaçadas, menos graves do que em M. watsonii, com volume mais baixo no início e final abrupto. Aparentemente existe variação gradual no andamento da frase do canto ao longo de sua distribuição geográfica, mais rápido no extremo leste (assemelhando-se a M. watsonii e M. atricapilla) e mais lento no sentido oeste.
Centro da América do Sul. No Brasil, é restrita à parte sul da Bacia Amazônica, ocorrendo nos Estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. Subtitui a corujinha-das-guianas (Megascops watsonii) ao sul do Rio Amazonas. No oeste da Amazônia, sua distribuição pode se sobrepor parcialmente com a distribuição da corujinha-orelhuda. Do nível do mar até 600 m de altitude.